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Segundo
McARDLE, KATCH & KATCH (1981), a lógica para a medida das
pregas cutâneas baseia-se no fato de que aproximadamente metade do
conteúdo corporal total da gordura fica localizada nos depósitos
adiposos existentes diretamente debaixo da pele e essa está
diretamente relacionada com a gordura total.
A medida da espessura de dobras cutâneas em determinados locais do
corpo, desta forma, pode ser um bom subsídeo para a predição da
quantidade de gordura corporal.
EDWARDS (1950), citado por GUEDES (1987), refere que
a literatura especilizada menciona a existência de aproximadamente
93 possíveis loacais anatômicos onde uma dobra cutânea pode ser
destacada. Está claro que a utilização de tantas medidas tornaria
este método extremamente demorado e inaplicável para o objetivo de
nosso trabalho em academias, mas normalmente são utilizadas de 3 a
8 locais de medida, que são suficientes para nos dar uma visão
significativa do componente de gordura subcutânea.
As dobras cutâneas mais utilizadas são as localizadas nas regiões
do tríceps, subescapular, supra-ilíaca, abdominal e da coxa; além
dessas, é comum, também, a utilização da medida de dobras nas
regiões do bíceps, tórax, axilar medial e da panturrilha medial.
METODOLOGIA PARA A MEDIDA DE ESPESSURA DE DOBRAS CUTÂNEAS
O aparelho
utilizado para a execução das medidas de espessura das dobras
cutâneas é o compassso de dobras cutâneas, também conhecido
como espessímetro ou plicômetro. Este aparelho deve
apresentar uma pressão constante de 10 g/mm2 sobre o tecido a ser
medido.
As medidas de
espessura de dobras cutâneas devem sempre ser realizadas no
hemi-corpo direito do avaliado, utilizando o dedo indicador e o
polegar da mão esquerda para diferenciar o tecido adiposo
subcutâneo do tecido muscular, aproximadamente um centímetro
abaixo do ponto de reparo pinçado pelos dedos devem ser
introduzidas as pontas do compasso, para a execução de leitura
deve-se aguardar em torno de dois segundos. É importante observar
que as hastes do compasso estejam perpendiculares à superfície da
pele no local da medida.
Devido à
variabilidade das medidas de dobras cutâneas devem ser executadas
três medidas não consecutivas de cada dobra escolhida, ou seja,
são medidas e anotadas todas as dobras cutâneas, em seguida
repete-se a operação e ao final, mais uma vez. O objetivo deste
procedimento é evitar que "viciemos" as medidas, o que nos faz
encontrar três valores iguais, ou muito próximos, quando
executamos as medidas consecutivamente no mesmo ponto de reparo.
Também para evitar a influência do avaliador sobre as medidas, é
interessante poder contar com um anotador.
Quando
encontramos uma diferença superior a 5% entre uma medida e as
demais realizadas no mesmo ponto de reparo, devemos realizar uma
nova série de medidas. Além desse cuidado, será adotada a mediana
das medidas obtidas em cada local, para eliminar os valores
extremos.
Como citado
anteriormente, os locais mais utilizados para a medida da
espessura de dobras cutâneas são as da região biciptal, triciptal,
subescapular, tórax, supra-ilíaca, axilar medial, abdominal, coxa
e panturrilha medial. Todas as medidas devem ser realizadas com o
avaliado em posição ortostática e em repouso, exceto a medida de
panturrilha medial que é executada com o avaliado sentado |